A lanterna dos afogados

segunda-feira, 11 de abril de 2011

"Ainda viemos pagando por uma situação do começo do ano, uma pré-temporada que empurramos com a barriga e muitos jogadores, e eu sou um deles, estão sofrendo com isso. Só que a torcida quer o resultado final. Eu mesmo dou a cara pra bater. Não tenho medo e assumo. Mas, às vezes, faltam algumas pessoas assumir sua parcela de culpa. É muito fácil trazer o Marquinhos de volta e jogar toda a responsabilidade nas costas dele."

Estas palavras não são minhas. Estas palavras são do Marquinhos Santos. O Galego de Biguaçu e da Ressacada. Eu fico imaginando o que se passa na cabeça de uma pessoa como ele. Ele é torcedor do Avaí, que nenhuma anta se engane. Que ninguém pense que Marquinhos está por aqui para fazer nome, que fique bem dito. Ele veio para cá, para jogar pelo Avaí.

Marquinhos cresceu com o Avaí. Ama este clube de paixão. Sofre com ele. Chora com ele. Ri com ele. E joga nele. Quantas pessoas, apaixonados torcedores avaianos não queriam estar no lugar dele, dentro de campo, jogando, passando bola, fazendo gols. Ele, Marquinhos Santos, é a representação do torcedor dentro das quatro linhas. É a arquibancada no gramado.

Se tem uma coisa que eu odeio é ingratidão. Há um amontoado de ingratos na torcida avaiana, que acham o que querem achar. Tô pouco me lichando se alguém não gostar do que eu escrevo, não estou aqui para agradar ninguém, mas para dar opinião. Mas é bom que se diga que há gente na torcida do Avaí, que ao invés de apoiar o Galego, preferem vaiá-lo, xingá-lo, escorraçá-lo. Estão perdendo tempo e apontando o dedo para o lado errado.

Marquinhos está sofrendo. Como toda a nação avaiana. Como essa cultura azul e branca que vive nesta cidade. Estamos afogados em lágrimas. De indignação, de inconformismo, de tristeza. Estamos vendo a areia esvair-se pela mãos e, ao que parece, nada podemos fazer. Não nos é permitido fazer. Se não podemos fazer gols, se não podemos fazer as jogadas para este time, se alguns burros de cabeças duras nos impedem de sermos felizes, pelo menos apoiemos o Galego neste desabafo. É o que nos resta. Ele deve ser a lanterna a nos conduzir para um Avaí guerreiro e vibrante, o Avaí dos avaianos.

Eu não sinto pena nem de Marquinhos e nem da torcida avaiana. Tenho orgulho. A pena que eu sinto é daqueles que estão conseguindo destruir um sonho. Está na hora de se começar a mudar alguma coisa.

4 comentários:

  1. FERNANDO LUIZ disse...:

    Nota 10 Carlos. Perfeito! Fora Maguila, fora Gabriel Zunino. Fora CARIOCAS. Fora Galvão! Fora Perebas.

    Fernando

  1. Ele anda falando muito e jogando pouco. É craque, é avaiano, mas tem que jogar mais bola, porque sabe. Se fosse outro, a gente estava conformado, mas dele a gente espera mais. Não é o culpado pelas péssimas apresentações do time, mas também não pode ser isentado, afinal por que a torcida pode pegar no pé dos outros e não pode criticar o galego?
    Abraços
    Paulinho

  1. Seu Cunha disse...:

    Existem ultimamente criticas aos menos culpados, mas é da nossa cultura sempre apontar um, está acontecendo com Silas e com Marquinhos infelizmente na minha opinião.
    Será que é difícil enxergarem a deficiência gritante no elenco?
    Pois bem, se temos essas deficiências culpar Silas é Marquinhos deve ser mais fácil pra esses apaixonados que, na minha opinião o apaixonado por questões óbvias passa a ser um burro.
    Abraços,

  1. Fernando Luiz e Paulinho, temos que ter consciência de onde estão os problemas.

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