Reflexões e considerações

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O caminhão sem freio que nos atropelou no clássico deve ter servido, ao menos, para revermos alguns conceitos. Todo mundo apontou erros, falhas, propostas, promessas e refletiu. Nessa hora todos devem estar pensando, mesmo que alguns não admitam, o que há de errado. O que fazer para que o Avaí dê certo neste ano, que não soframos como em 2010, e que as conquistas comecem a aparecer?

Há muito galho de enchente encalhando este rio, que precisa ser limpo. Do contrário, a lama só acumula.

Temos feridas purgando que precisam ser curadas, e com um remédio bem amargo, que é a reflexão. Minha avó dizia que o que arde, cura, o que aperta, segura. O chá amargo da percepção de inúmeros erros, que tomamos de goela abaixo, ardeu no fundo da alma avaiana e certamente deve nos conduzir para um ano melhor. O ano do Avaí, que começou só agora e nos expôs à realidade, está sendo terrível. Não foi só a derrota, que é comum e trivial em qualquer momento, mas uma sensação de vazio e abandono, que já vinha antes deste clássico.

O que deve nos segurar, daqui pra frente, é a necessidade de voltar a união na Ressacada. Aquela mesma que nos levou à conquistas fabulosas. A comunidade avaiana é unida, todos sabemos. Contudo, parece que está todo mundo de cara amarrada. Gregos e troianos, judeus e palestinos, diretoria e torcida. Não é mais possível continuarmos assim, dois bicudos que não se beijam. E no meio disso um time que não rende. Teimosamente a diretoria quer nos empurrar um técnico goela abaixo e cretinamente já estamos torcendo para a derrota do time, para provar que também entendemos de futebol.

O fato é que ninguém tem que provar nada pra ninguém. Temos é que nos entender. Há que voltar a cordialidade no ambiente dos Carianos. Que esqueçamos as diferenças, que são muitas, e partamos para a vida que segue.

A diretoria, fazendo a sua parte, entendendo que os preços dos ingressos são salgados e estão afastando o torcedor. A torcida se doando e apoiando o time, mesmo com a tranqueira que é a forma de jogar adotada pelo treinador. E o treinador, ah, isso vai ser mais difícil, assumindo com humildade que o seu jeito de jogar vai deixá-lo, logo, logo, no costão do ostracismo, pois será devidamente demitido. Que ninguém se engane, nem ele. Por isso, é hora de rever conceitos.

Como diz aquele velho provérbio, se não há outro jeito, se for inevitável, relaxe e aproveite. Temos uma semana para lamber e curar as feridas.

7 comentários:

  1. Rafael VE disse...:

    Pelo amor de Deus... Caldeirão na Ressacada, novamente, por favor.

  1. É tudo o que eu quero, velho. A saudade da velha Ressacada bombando e pulsando é o que nós precisamos para curar nossas feridas.

  1. Anônimo disse...:

    Alexandre, sou avaiano e sócio, mas duvido bastante que tenhamos esse caldeirão... não apenas pelas atitudes grotescas da diretoria, mas também pela nossa cultura como torcedor. Hoje somos mal acostumados, pomos a culpa em todos: políticos irresponsáveis que não facilitam nosso acesso, preço dos ingressos, policiais despreparados que não nos revistam pra tirar nossos sinalizadores, filas, gasolina, vento sul, chuva... só não colocamos a culpa em nós mesmos, comportamento típico do que eu costumo chamar de "brasileirinhos". Pensamentos do tipo - "A culpa é de todos, menos minha!!!!!" são costumes que vêm crescendo muito entre nós avaianos.
    Só vamos quando estamos na boa, esta é a verdade. Ou somos idiotas em achar que, mesmo com ingressos a R$10,00 teríamos certeza de lotação máxima na Ressacada contra o Concórdia, por exemplo?
    Aí todos vão falar: ah, mas ano passado a torcida carregou o time nas costas. Concordo! Mas e no resto do ano??? E em 2009??? Tivemos uma das piores médias de público do Brasileirão nesses dois anos. E é tudo culpa da Diretoria e de seus preços abusivos? Brasileirinhos!!!!
    Vivemos nos achando e dizendo que somos a melhor e maior torcida de SC. Grandes porcaria! Sequer sabemos lotar um estádio pura e simplesmente para ver o nosso time. Precisamos que um Neymar, um Ronaldinho Gaúcho, ou aquela bixarada do sul do Brasil venha pra cá para nos dar energia para gritar pelo nosso time.
    Viramos velhos reclamões e no momento estamos longe de ser uma torcida fiel que apoia o seu time contra tudo e contra todos de modo civilizado.
    Ontem tive uma das maiores decepções da minha vida... não com o time, nem com a Diretoria (pois esses têm nos decepcionado desde o ano passado), mas com a torcida do Avaí!
    Como você disse no outro post... tá dando uma vontade de rasgar minha carteira!!!
    Sei que vai ter um monte de brasileirinho malhando o pau no que eu falei, dizendo que faz a sua parte... Parabéns, você é 1 dentre aqueles 4 ou 5 mil de sempre que vão à Ressacada faça chuva ou faça sol...e pior que eu já não sei mais se isso é um elogio.

    Fernando Amorim

  1. Fernando, pegasse o espírito da coisa. É exatamente essa reflexão que eu proponho. Tá na hora de todo mundo saber onde tem responsabilidade. Eu disse todo mundo.

  1. Eve disse...:

    Fernando escreveu exatamente o que eu penso....e vem aquela máxima, é mais fácil enxergar o cisco nos olhos dos outros do que a trave que tem no seu....vou a todos os jogos, canto o tempo todo, menos aquela musiquinha cheia de palavrões e que foi a única cantada o tempo todo no clássico. Nossa torcida está patética. Parece que os torcedores esquecem que a diretoria se vai, os jogadores e técnico se vão, mas o Avaí fica. Ou vão deixar de ser avaianos? E quando vi aquele torcedor que foi no intervalo, participar da promoção do Avaí, fazer aqueles gestos obscenos, fiquei com vergonha e indignada. E logo pensei, vamos perder esse jogo...foi ridículo. E tem gente que ainda defende que o torcedor foi retirado dali, por favor né....

  1. João Jr disse...:

    Boa reflexão Alexandre. Fernando Amorim e Eve, perfeitos os comentários. Assino em baixo em ambos.

  1. Sergio Jr disse...:

    Eve, qual voce, canto o tempo todo, menos aquela musiquinha cheia de palavrões e xingar jogador em aquecimento bem como o goleiro do adversario. Pior, nossa musica hoje é a menos cantada, um ato deploravel. Esta na hora da nossa grande torcida repensar e para de lembrar o adversario alem pontes. Me irrita ver pessoas cantando a pleno pulmao aquela musica chula, mesmo quando o adversario é de outros estadios.

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