Aproveitando o momento, vislumbrando o futuro

terça-feira, 17 de maio de 2011

Aos poucos as melancias vão se ajeitando no caminhão dos Carianos. E os tijolinhos, antes cozidos na olaria da teimosia do senhor Paulo Silas, agora parece que se assentam com firmeza e sobriedade. Que beleza!, como diria aquele famoso narrador. Bastam um ou dois bons resultados, uma levantada de auto-estima, algumas boas notícias, aparecer em rede nacional, que o nosso ego escala o Cambirela.


Evidentemente, sem querer ser advogado do diabo, que devemos ter os devidos cuidados com essa súbita exaltação. Os meus pés estão bem fincados no chão, como sempre. Minha postura, para os que me conhecem ao vivo e a cores, sempre foi de valorizar as coisas avaianas acima de tudo, sem perder a crítica, por suposto. E sei separar bem as coisas. O torcedor avaiano (e eu faço parte desta torcida, ainda que alguns queiram me afastar) tem pela frente um desafio. Tem que conciliar o êxtase e a empolgação, com o olhar atento.

Se antes éramos o patinho feio do Brasileirão, se somos vistos até por revistinhas chinfrins como descartáveis, se ainda somos um vento no futebol para os ditos grandes do eixo Rio-São Paulo, se somos o “simpático time do Guga” para dez dentre dez jornalistas interesseiros e abobados, ao comerçarmos a ganhar deles é melhor nos ajeitarmos na cadeira.

O espaço que vamos conquistar será cada vez mais difícil e amargo, pois na medida em que batermos nos grandes e poderosos de nosso futebol, a sua “revanche” será cruel e desestabilizadora. É bom que aprendamos uma coisa: não fazemos parte daquele grupo, do grupo do eixo Rio-São Paulo. Não fomos convidados para essa festa, a festa deles. Somos enjeitados desde a criação do mundo deles. Não estou querendo levantar nenhuma xenofobia ou espírito arrivista, mas a simpatia que ora nutrem por nós é mera encenação. Qualquer deslize e tudo vai pelo ralo.

Por isso vivo insistindo em se olhar com carinho e abnegação para os nossos problemas. Ajustar o departamento de marketing, melhorar a relação com a torcida e levar com cuidado os projetos das categorias de base. Ou seja, arrumar a casa com determinação e sintonia com o mundo ao redor. A escada que precisamos subir, degrau por degrau, deve estar bem alicerçada. Só assim nossa permanência nesse espaço do futebol brasileiro será respeitada.

Convido a uma reflexão ao ler o ótimo texto da Gi Severo, repercutido pelo André em seu blog.

3 comentários:

  1. Alberto Chagas disse...:

    Sou pai e como pai quero lhe informar que não gostei da sua resposta dada após um comentário de minha filha(Luana Chagas). Fiquei sabendo através dela mesma que tem apenas 11 anos de idade e disse ter feito um comentário e você respondeu supostamente que a tenha magoado por dentro.
    Que expressão mais xula, sem vergonha, vindo de um cidadão que suponho seja pai também.
    Meu senhor eu quero lhe pedir mais atenção e respeito e lhe informar que em breve terás noticias desagradáveis por essa resposta a uma menina de apenas 11 anos.

  1. Poxa, Alberto, que belo comentário o seu. Gostei bastante e me deu algumas idéias. Além de me divertir, é lógico.

    Ah, antes, gostaria imensamente que me apontasse onde insinuei algo à sua "suposta" filha. Mas deixa, a maldade a gente inventa, né verdade?

    O que sei é que o Conselho Tutelar vai ficar cismado e preocupado, veja só, com um pai que deixa sua flha de 11 anos acessar livremente a internet. Bom, mas isso é outro papo. Já mandei uma cartinha pra lá com o IP de minha máquina, que é para que eles avaliem o seu comentário. Não posso fazer nada, tem que cumprir essa missão, velho.

    Bom, mas tem um troço que me encafifou. Que tipo de notícias desagradáveis seriam estas? Ah, já sei. Você quer me processar? Então vamos fazer o seguinte: mande um e-mail pra mim, ali nos contatos, que eu te forneço meus dados pessoais, que não são lá nenhum segredo, mas eu facilito a sua vida. Pode contar comigo.

    Ah, a surpresa não é um processo? Você quer me dar umas bolachas na cara. Bom, então podemos fazer assim. Você sabe, obviamente, onde eu trabalho. Aliás, todo mundo sabe - e, ao que parece, virou incômodo pra alguns. Então, bobo, vá até ao meu local de trabalho e me dê os bofetões que deseja. Aproveite.

    Ah, você acha ruim assim? Bom, então pode me procurar em dias de jogos lá na Ressacada mesmo. Eu tenho ficado na Toca do Leão, junto com outros amigos. Mas eu saio de perto deles e você pode se deliciar com umas pancadinhas básicas, quem sabe. Claro, se teve a coragem de me mandar este comentário tão, digamos, singelo, me procure sozinho, né. É que senão fica meio desequilibrada a coisa, sabe como é que é, né.

    Bom, mas o que eu queria dizer sobre as idéias que me deu foi o seguinte: antes deste teu comentário singelo, uma belezura, eu até havia pensado em chutar o balde. Sério. Sabe, esse negócio de ter que apresetnar currículo pra ser blogueiro ficou chato. Mas, agora, o que eu vou fazer é continuar cada vez mais, como empregadinho do presidente do Avaí, a encher mais ainda o saco de pessoas como você. Que tal?

    Obrigado, viu.

  1. Aguiar! estou contigo!
    1) Essa menina (não és um mágico prá adivinhar quantos anos ela tem...) e o Outro "Anônimo" te desrespeitaram desvalorizando teu trabalho como blogueiro, só porque trabalhas no Santa Luzia.. E dai? Qual o problema em trabalhar aonde o Zunino trabalha? Isso prova que eles não te conhecem mesmo, pois tu NÃO és um "puxa-saco", "Baba-Ovos", pois te conheço bem, e sei da tua idoneidade e personalidade. Eles se ofenderam?? Então NÃO entrem mais no blog, oras... agora vir com xororô dizendo que a menina tinha 11 anos... ah! Vão se catar! Que pai é este então que deixa uma menina de 11 anos entrar em blog na internet??? Faça o favor amigo, fiques na tua, e deixe o blogueiro continuar seu trabalho em paz! Ah, crianças de 11 anos na internet eram pra estar brincando com joguinhos educativos, sites infantis, ao nível de sua idade, não é verdade? Se você deixa sua filha a vontada na internet, então és um péssimo pai!!! E tenho dito!

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