A guerra dos azuis

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Parque que já passamos daquela fase messiânica do “acreditar”. A maioria dos avaianos está entrando no perigoso campo da inércia, onde tudo o que vier é encarado como normal e natural. Claro que tal postura foi capitaneada pela diretoria e aceita de bom grado pelo complexo avaiano. Portanto, vamos para este jogo, contra o Grêmio, sem muitas esperanças, haja vista as bombas que explodem a cada dia no nosso reduto.


Estamos indo para uma guerra sem uniformes, sem armas, sem munição, com uma toquinha de banho no lugar do capacete. O tanque que nos deram está enferrujado e sem combustível, a baioneta é cega e o fuzil está sem mira. E o mapa para acharmos o campo inimigo é igual àquelas revistas masculinas: cheio de palavras e entrevistas tolas com algumas peladas para acompanhar.

Nossos comandantes estão embriagados na soberba, na empáfia, sem admitir erros e incapacidades. Nossos líderes são rebeldes sem causa, sem personalidade. E nossos combatentes estão andando de cadeiras de rodas sobre um campo minado.

Tudo isso é o patético Avaí deste terrível ano de 2011, cujo principal papel é ser tão pior na atual rodada quanto foi na rodada passada. O Avaí, hoje, é um amontoado de nada comandado por coisa alguma.

E é assim mesmo que vamos para este jogo contra o Grêmio, um rival construído na era do pastor e cheio dos dengos e tolices de alguns gaúchos sem noção. Vamos tentar um feito quase impossível, uma vitória beirando o épico e o heroísmo.

Só não vou torcer contra. Vou à frente da TV, ou ouvindo pelo rádio, torcer e me entusiasmar com o que restar de nosso time. Vou me envolver e vibrar com o time que estiver em campo, como sempre faço, como sempre fiz e como sempre farei.

Torcer contra para demitir treinadores ou afastar jogadores, ou até mesmo diretores é mesquinho e não é coisa de avaianos. Temos que encarar de frente, sem medo, admitindo as dificuldades, a falta de compromisso daqueles que se apossaram do nosso Leão, mas entendendo que as dificuldades foram as que nos forjaram como torcedores. Estamos cansados de tanta patifaria, mas não podemos desistir.

Claro que cada um é dono do seu nariz e faz aquilo que bem entender da vida, mas depois, quando a maré mudar e recomeçarmos a vencer, não me venha chorando e batendo no peito dizendo que é avaiano desde pequenininho.

Há aí até alguns que na boa fase elaboram faixas e homenagens para presidentes, quem sabe agradecendo pelos ingressos gratuitos que receberam, mas na podre picham muros e agridem torcedores e jogadores, revelando seu lado bem “avaiano”.

Sejamos avaianos, sim, em qualquer momento. Alegremo-nos juntos, mas também soframos juntos, até o fim.

4 comentários:

  1. GiSevero disse...:

    Torcer contra, sob qualquer pretexto é nojento!
    Mas, eu torço mesmo é para que a tormenta passe logo e que possamos viver a bonança ainda na série A...
    Tô envelhecendo de tanto sofrer... haja lágrima, viu?
    VAMOVAMOVAMO AVAÍ!

  1. Estaremos torcendo e muito, para que o Avaí se recupere logo e co certeza ainda termos muitas alegrias. Hoje é mais um dia de tensão, de sofrimento, mas nunca sem torcer e vibrar.

  1. Anônimo disse...:

    Prezado Alexandre!
    No intervalo do jogo contra o Fluminense, após acenar para o André Tarnowski, sentado na última fila das Sociais do Setor A, deserta, abandonada e em clima de velório, comentei com o meu filho Lucas Battisti de Souza, minha percepção sobre comportamento de pura anestesia de nossa torcida. Nunca assisti algo semelhante em uma partida do Leão. Mesmo nos momentos mais lúgubres de sua história, a torcida nunca deixou de incentivar o Avaí, sendo sempre decisiva. Porém, no domingo, seu comportamento singular, retratou com fidelidade o desânimo, a desilusão, a indiferença e, sobretudo, seu estado de letargia.
    Ao ler a chamada do blog Nobre Azurra do Seu Cunha com o post Anestesiados, percebi que esse sentimento realmente foi uníssono na Ressacada. Uma torcida que não sentiu, não vibrou, não riu, não chorou, apenas e pacientemente, se percebeu numa situação vexatória de uma possível “classificação” para Série B de próximo ano.
    Assim, atordoados pela insensibilidade do clube, não sei como poderemos sair ou pelo menos minimizar esse estado de inércia. Essa ruptura clube versus torcida deixou marcas profundas. A relação foi abalada. Uma traição a paixão. Porém, paradoxalmente, essa situação desencadeou uma situação de estranhamento e sob a égide do sofrimento, podemos perceber que ainda estamos vivos. Sábios, da cultura ocidental afirmavam que um pouco de jejum pode, com certeza, purificar nossos sentimentos e apontar para trilhas mais sólidas. Assim, após essa tormenta, a única resposta positiva e de recuperação de nossa auto-estima é a permanência na Série A de 2012.
    Assim, é emergente sair desse estado anestésico, de reencantar nossa torcida, de reaproximá-lo ao clube, de despertá-la do estado de coma a qual está submetida, provovando em toda a nação avaiana o sentimento humano mais divino e festivo, a felicidade.
    Parabéns alguns de nossos jogadores e profissionais pelo caráter e personalidade. Princípio não se negocia e a resiliência é um dos mais nobres valores pessoal. Portanto quero me congratular com Emerson Nunes, Marcinho Guerreiro e Emerson Buck pela resistência ao abusivo e arrogante poder de um incompetente técnico de futebol.
    FORA GALO, FORA GARNIZÉ QUE AO OUSAR UM COELHO NO PAPEL DE PITBULL, NÃO SERIA PARDAL?
    Saudações Azurras!
    Prof. Dr. Edison Roberto de Souza
    Vice-Diretor do Centro de Desportos/UFSC

  1. É triste ver o que estão fazendo com nosso clube, com nossa torcida. Não merecemos isso!
    Vamos fazer nossa parte, pelo amenos...

    Vamo Vamo Avaí !!!!!!!!!!

    #ReageLeão²

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