Qual é o Avaí de nossas vidas?

domingo, 10 de julho de 2011

Eu sempre tive uma visão romântica do Avaí. Como torcedor desde moleque, imaginava jogos memoráveis, campanhas apoteóticas, decisões épicas. O Avaí que aprendi a gostar sempre disputou seus jogos e suas decisões no calor da torcida e aliado à garra e muita determinação. Qualquer jogo do Avaí, em épocas passadas, é lembrando como um feito heróico, uma tarde de um domingo qualquer para ficar na história.

Sou do tempo em que quando se ia assistir a um jogo do Avaí o sujeito poderia se preparar, pois haveria algum evento na partida que ficaria registrado na história do clube. Normalmente os fatos estavam relacionados à forma como os jogadores vestiram e honravam nossos uniformes.

O sujeito amanhecia numa segunda-feira, após um jogo do Avaí, e saia comentando ou a derrota ou a vitória, até mesmo o empate. Mas nunca duvidaria da forma como a tal partida havia sido disputada. Tínhamos orgulho. Os jogadores em campo vendiam caro qualquer que fosse o resultado. Ser jogador de qualquer destes times do Avaí refletia ser um bravo, um guerreiro, um sujeito que honrasse até as cuecas que vestia. Ele não defendia apenas uma agremiação, mas um caso, um enredo de amor a uma história.

E o que vemos hoje?

Bom, minha mãe sempre me ensinou a ser educado. Dizem que se perde isso com o tempo. Eu não perdi, mas tenho vontade de dizer um belo de um palavrão para isto no qual se transformou o Avaí Futebol Clube.

2 comentários:

  1. Infelizmente esse é o Avaí que eu quando era criança me apaixonei. Eu sonhava com o momento que um dia (eu hoje tenho quase 30 anos) meu time estaria lá em cima. Batalhando contra os gigantes do futebol brasileiro embalado nos braços da torcida. Sonhava com a Ressacada tão cheia que os ingressos se esgotariam dias antes dos jogos.

    Mas hoje, esse sonho se tornou algo tão distante, tão fora da realidade, que sonhar virou quase um sinônimo de loucura ou de idiotice mesmo. Aquele Avaí que eu vi ser campeão da série C, aquele Avaí que subiu com o gol do Evando, aquele Avaí da arracanda sensacional de 2009... saudades...

  1. Tens razão, Aguiar. Dá até uma tristeza de ver o Avaí de "hoje". Depois daquele time de 2008, onde se via a união, o amor pela camisa, parece que nunca mais tivemos outros parecidos. Isso porque não vou falar dos times de 88, 97, 98... de verdadeiros guerreiros em campo. Ainda sinto muito orgulho em torcer pro Avaí, mas, estes que aí estão, tanto jogadores como alguns diretores, parece que não sentem o mínimo de orgulho... e nem de respeito. É lamentável!

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