A carne está apodrecendo

terça-feira, 12 de julho de 2011

Sem sombras de dúvidas, estes últimos meses estão sendo dos mais terríveis para os avaianos. Vemos velhos castelos, antes sólidos, ruírem. Talvez fossem mesmo castelos de areia e bastou a tsunami para levar tudo água abaixo. A pergunta que tenho feito continuamente é: fomos enganados ou nos deixamos enganar? Bebemos em alguma fonte mágica, que nos velou os olhos? A fonte secou?


Sinceramente, duvido, mesmo, que em algum momento futuro conseguiremos superar tantos desaforos pelos quais passamos hoje. O fim é negro e o horizonte traz tempestades. Não é possível admitir que o Avaí Futebol Clube tenha se transformado num imenso supermercado de jogadores, para onde vêm mercadorias novas e outras são vendidas, já com rótulos corroídos e qualidade duvidosa, a preço de banana. E isso, para frente, não se resolve apenas com uma simples troca de cabeças. Requer soluções mais profundas.

Dirigentes que antes davam a vida pelo Avaí, agora viram-nos as costas. Fazem-se ouvidos de mercadores tal e qual. Jogadores que outrora vertiam o sangue pelas nossas cores mostram-se medíocres mercenários, uns Zé ruelas da bola. Vivemos uma temporada tão horrível, que já não nos indignamos mais. A sólida massa crítica que havia se formado nas imediações da Ressacada, agora faz escárnio de nossa própria situação. E aí jogadores são ora aclamados, ora esconjurados, sem fundamentarmos nossas idolatrias.

Eu, de minha parte, já não tenho tesão para continuar escrevendo sobre a mesma pantomima e as mesmas patetices. Cansei. E aos poucos os avaianos vão abandonando a serenata melodiosa e cantando um tango velho, uma canção de lamento e comoção, que também já encheu.

Muito já foi comentado sobre as mesmas coisas, os mesmos desmandos toscos e incríveis. Seria tentar apagar fogo com querosene ficar relembrando as sandices patrocinadas por um planejamento tacanho e infeliz realizado na Ressacada. Estamos expondo uma carne pútrida e fétida a cada dia, que nos nauseia o bom senso.

Talvez um pequeno ponto positivo, uma zona de conforto, de toda a hecatombe que se abateu nos Carianos, seja a constatação de que para toda crise surge uma oportunidade de mudança. É a dialética da natureza. E as mudanças incisivas e profundas vão e devem acontecer. Só não se sabe quando, como e com quanto sangue ainda será necessário verter do torcedor avaiano.

12 comentários:

  1. FERNANDO LUIZ disse...:

    Prezado FILÓSOFO!

    Com muita TRISTEZA, te parabenizo pelo REAL comentário ora escrito. Nosso sentimento é idêntico.

    Para PIORAR, acabo de encontrar um AMIGO, muitíssimo ligado a alguém influente que acabou de deixar nosso clube e que me relatou que uma GRANDE EXPLOSÃO DE EXCREMENTOS está para ocorrer, brevemente, na RESSACADA e no REINO DO CARIANOS (coisa de um mês, ou pouco mais).

    Fiquei apavorado, mas ele me GARANTIU ser VERDADE.

    Pelo visto, a casa vai ruir e a coisa vai FEDER de vez.

    Não consigo acreditar nisso, mas acho que a DESGRAÇA se aproxima.

    Vamos aguardar. Um abraço.

    Fernando

  1. Anônimo disse...:

    o meu medo, é que mesmo depois que haja alguma mudança na parte que hoje administra o Avaí FC, o Avaí fique inviável para a sua propria continuidade nos proximos anos....
    Paulo

  1. Quando se tem um técnico ruim, se troca. Quando se tem jogador ruim, se troca. E quando tudo está ruim, desde diretores, assistentes, Comissão técnica, ou seja, fora das quatro linhas, como se faz???? Será que é preciso que a casa caia para se fazer uma nova??? Triste situação.

  1. Anônimo disse...:

    O meu medo agora virou pavor...

    GiSevero

  1. Anônimo disse...:

    Nada disso me surpreende, pelo andar da carruagem tudo isso já era esperado, a preocupação é: Como vamos sair disso depois que essa corja entregar o clube em frangalhos?
    Eron

  1. Fernando, Paulo, Dinho, Gi e Eron, confesso que a dimensão de meus medos não é por um rebaixamento ou uma negociação de jogador importante. A coisa pode ser bem maior.
    Espero estar completamente errado.

  1. Anônimo disse...:

    Alexandre Carlos Aguiar, meu medo é um Avaí inviavel para ser administrado quando os Zuninos também abandonarem o barco !!!
    Paulo

  1. Anônimo disse...:

    É bem nessa Alexandre, é que a coisa pode ser bem pior; quanto a rebaixamento eu já estou conformado.
    Eron

  1. Alexandre o GRANDE!

    Quando se tem algum problema em casa, você é pai sabe disso, chama-se o filho (a), a esposa ou o marido, senta-se na mesa e tenta-se na base da conversa acertar os ponteiros, porém quando a psicologia não funciona, é preciso partir para a pescologia.
    Se a casa está com cupim no telhado, não vamos esperar que seja completamente comido as cumeeiras ( sou velha), para se acabar com os cupins. Porém penso que na Ressacada, o Presidente Zunino não conhece estas atitudes e está deixando a casa ruir por conta dos cupins ou será Chupim?

    Abraços

  1. Pois é, Paulo, a que ponto chegamos, ficarmos dependentes de uma pessoa.

  1. Eron, eu não me conformo com nada.

  1. E há cupins, Carmensita?

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