As leviandades nas ondas da mídia

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O furacãozinho do Estreito, que disseram que iria arrasar o Leão da Ilha, foi rebaixado à categoria de "punzinho fedido de elevador". Os caras que iriam nos atropelar e estraçalhar usaram salto 15 e cairam no tatame. Aliás, o Leão Ultimate Fighting deu um golpe fatal na presunção e na arrogância.

Gozações à parte, agora seria bom que determinado segmento da mídia da cidade, que inventou essa história aí acima, de que iríamos ser atropelados, mas cujo interesse mesmo é tomar seu cafezinho todas as segundas nas nababescas instalações que serão transformadas em shopping lá pelos lados do Estreito, nos escutasse. Que nos respeitassem. Que baixassem a sua bolinha. Ao invés do negativismo atroz, que tentassem falar de futebol ao menos uma vez. E, cá pra nós, o time doladelá não é isso tudo que tanto lambem e babam. Eles são normais. Um time arrumadinho igual a tantos que andam por aí.

Frequentemente uso este espaço para falar de nossa imprensa. E com razão. Principalmente daquela que usa bombacha e chupa bomba. Alguns tansos me chamam  de conspiracionista, mas como não recebo pagamento, patrocínio ou agradinhos de qualquer abobado para escrever, vou dizer o que penso e o que quero por aqui à minha vontade. Pelo menos, eu tenho opinião. Não sou moleque nem de recados e nem preciso inventar casos para me favorecer. E em minha garganta há algo que está atravessado, por isso mesmo não meço as palavras.

Talvez muita gente não entenda minha birra contra esta mídia colonialista, porque com certeza não entende o que significa falta de respeito, desídia, soberba, arrogância. Não sabem o que significa “perder a cultura”. Do alto dos meus 50 anos já vi muito do propalado colonialismo e subserviência, por isso insisto nos cuidados com relação a essa coisa. É provável que aqueles que precisem fazer médias para arrumar algum espaço por aí não queiram entender e nem concordem com o que digo. Azar o deles!

Voltando à vaca fria, reafirmo que o papel da imprensa é informar. É divulgar os fatos e eventos. O que foge a isso é fofoca e fuxico. Homens como Roberto Alves e Miguel Livramento e seus miquinhos amestrados, por exemplo, que achincalharam como puderam o Avaí nesta semana, tiveram o que mereceram. Tiveram que engolir suas palavras de Mãe Dinah de araque.

E, cá pra nós, não fosse a palhaçada proporcionada pelo proprietário da cadeira número 1 da FCF, este clássico passaria em branco. Seria mais um. A torcida do Avaí foi cirurgicamente desmobilizada pela mídia. E, claro, até no dia do jogo, pelo pitbull da torcida adversária que atende pelo apelido de tenente-coronel. Todos davam conta de que era impossível vencer os doladelá no estádio deles. Que aquele time era imensamente superior ao nosso. Um super time. Que nem precisaríamos jogar, pois só contaríamos as bolas na rede. Seria o jogo dos organizados, da raça superior, contra uns zé ninguém. E os avaianos, em vista disso, só entraram no clima graças aquela patetada do Delfim. Curioso! Logo ele.

O resultado do clássico mostrou uma história diferente para grande parte da mídia que mata na véspera. E se alguém duvida de minha imprecação, de minha crítica, por que será que na capa do ClicRBS de hoje, um dia após o clássico, está definido o centro-avante deles como o guerreiro, quando foi o Uilhã quem deu show? Aliás, elogiado por toda a mídia nacional como um centro-avante matador e terrível para os adversários. Por que só aqui é diferente?

Eu não quero babações para o meu lado. Não quero elogios fácies e nem tapinhas nas costas. Sou avesso ao puxa-saquismo. Eu quero, como consumidor de mídia, algo sério e honesto. Apenas isso e nada mais que isso. Se precisar, chamo meu sobrinho de 5 anos para desenhar, se alguém não entender.

Avaí e Figueirense fizeram o melhor jogo da rodada. Para quem esperava um massacre, foi um jogo com dois times com propostas diferentes de jogo. Um dominando as ações e um outro sendo objetivo. Foi assim que a mídia que entende de futebol, e não os baba-ovos daqui, enxergaram o jogo. O resto? Bom, o resto é derramar o chimarrão que está fervendo.

4 comentários:

  1. Furacão? Massacre? Goleada??? Aonde???
    Só prá RB$ e seus comparsas mesmo...

    #SilêncioNoEstreito

  1. Gilberto disse...:

    Posso ser suspeito para falar, mas o melhor jogo do campeonato no quesito qualidade foi Santos X Flamengo. E no quesito emoção o clássico de ontem Figueirense x Avaí.
    E é muito bom nosso Avaí estar fazendo história, por ganhar o primeiro clássico na era dos pontos corridos e na casa deles!
    ainda há muitos problemas mas que agora o "trem avaiano" possa definitivamente entrar nos trilhos!
    Ah... E sobre a tal imprensa, como raramente e muito raramente os acompanho nem sabia dessa grande preferência nesta semana. Ainda bem... A única coisa que fiz questão de ler, pois quando soube achei um absurdo, foi o blog de um "jornalista" dizer que entendia de lei melhor do que outras pessoas, inclusive juristas, no quesito "liberdade de expressão". Quase rasguei meu diploma, por que pensei que não entendia nada de direito, risos!!!

  1. Dinho, o urro do Leão foi mais forte.

    Calamos o ventinho.

  1. Pois é, Gilberto. Eu não entendi o jornalista colorado da rede famosa ter defendido a FCF. Pareceu coisa mandada.

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