Torcedor que é torcedor não larga o osso

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Todos nós queremos levar uma vida tranqüila. Ninguém gosta de passar por apuros e nem sentir remorsos por aquilo que fez, ou fará. Ou deixou de fazer. Tampouco se incomodar com os pepinos e abacaxis que a vida nos oferece para descascar. Na grande maioria das vezes, as pessoas não querem despender energia corrigindo erros. Isso é natural e, como biólogo, eu garanto que a maioria das espécies viventes se comporta assim. O humano não poderia deixar de ser diferente. Mas, existe uma categoria de ser vivo, dotada de imensa emotividade e não de racionalidade, que subverte essa ordem natural das coisas: o torcedor de futebol.

É do torcedor de futebol que se espera uma espiadinha até o último minuto. O time dele está perdendo de goleada, faltam poucos minutos para a partida acabar, o juiz olha para o relógio, o torcedor já se encaminha para o portão de saída, mas, antes, dá uma paradinha e espera pelo lance final. Poderá sair dali aquele gol redentor e que determinará uma derrota menos humilhante. Ele aguarda e anseia por uma melhor sorte. O torcedor vai até o final. Aponte o dedo quem não faz isso? Somos torcedores, ora!

Está sendo assim com a torcida do Avaí. E especialmente com a torcida avaiana. Este é um tipo de torcida diferenciada das que há por aí. Ela torce sem pestanejar e é fiel até nos momentos mais difíceis. Não é torcida com a razão ao seu lado, mas completamente carregada de emoção. Graças a toda a história de seu clube, ela não desiste nunca.

O senso comum nos diz para sempre seguirmos o pensamento utilitarista, de conduta linear. Uma espécie de lógica de conduta. Dirigentes de futebol fazem péssimo planejamento e time ruim. Consequência? O time será rebaixado e o clube vai onerar seu patrimônio. Lógico, diz o sujeito que não é torcedor comum, então eu vou jogar a toalha.

Como eu sou um torcedor comum, cego, emotivo e muito burro, vou continuar afirmando que o Avaí não cai e estaremos na série A de 2012. Minha emoção de ser avaiano é muito maior do que a realidade. Não vou largar o osso assim tão fácil.

4 comentários:

  1. Carmen Fuhrmann disse...:

    Aguiar,

    Como disse para o Serjão: EU ACREDITO EM MILAGRES! E como você disse, vamos até a última espiadinha com certeza!

    Abçs

  1. Eu vou até o fim!
    Prá quem já foi a jogos no Adolfo Konder, prá quem já enfrentou muito frio e chuva em jogos pela série "C" e na "B" também, será bem normal eu continuar apoiando o time que escolhi por paixão, esteja ele onde estiver!

  1. Lugo disse...:

    A atitude de virar as costas é típica de quem guarda alguma mágoa.
    Torcedor não guarda mágoa, no máximo, momentaneamente, se desespera, mas logo volta ao mundo real e olha ele ali denovo a roer as unhas.
    Torcedor, nem mesmo se desilude, porque senão a mágica teria sido revelada.
    Podemos até virar as costas para a diretoria, para o técnico ou para um e outro jogador, jamais para o Avai.
    competitivo, basta escalar qualquer um de nós como técnico
    Do Avai não guardamos mágoa, por isso jamais deixaremos de sertir aquele cheirinho, aquele gostinho e aquele prazer de têmo-lo entre os dentes, a salivar.
    A coisa ficou mais fácil agora, pois temos finalmente um grupo, uma equipe.
    Basta sentar alguem no banco de resevas que não seja covarde e que tenha presença de espírito para fazer as substituições certas, na hora certa.
    Que venha um louco, pois de lineares já estamos cheios.

  1. Boa, Lugo. Gostei. É esse o espírito.

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