O Avaí que faz "cozas" e a coisas do Avaí.

domingo, 15 de agosto de 2010

O futebol organizado no Brasil pela CBF tem tudo para dar errado. E a gente ainda consegue, mesmo com essa "bronca" para com o torcedor, mesmo não conseguindo rentabilizar o nosso futebol, ainda com deficiências em estádios e campeonatos falidos, ser campeão mundial em diversas categorias nesse tipo de jogo, exceto o ouro olímpico.

Mas, para aquele o qual este chamado "mercado do futebol" é direcionado, o torcedor-consumidor, a coisa fede. Somos tratados como resto, gado em curral, desmazelados, somos um bando largados na pocilga da paixão. Ninguém é por nós, torcedores. A legislação para dar apoio ao torcedor não funciona, foi feita por quem não freqüenta estádios. Fiquei sabendo de casos envolvendo os torcedores tanto do Avaí como do Corinthians que são de arrepiar, que poderia ser classificado na mesma categoria da série de cinema Jogos Mortais.

Eu, que não gosto de dar carteiraço, que quero ser tratado como um igual, que abomino as benesses, tive que dizer onde trabalhava e com quem para poder, pasmem, comprar ingressos e entrar no estádio com meus filhos. E aqueles que não puderam? Mas, não tem problema, nesta segunda muito neguinho bom vai ouvir e entupir os ouvidos.

Apesar disso, ainda com essa tamanha desorganização do lado de fora, o Avaí Futebol Clube, o Leão da Ilha, o "ainda" chamado time do Guga está se impondo no campeonato mais difícil e equilibrado do mundo. Consegue jogar um futebol, que, juro, faz tempo que não vejo por aí. Claro, sou suspeito pra falar, sou torcedor desse time. Ainda assim, passo semanas a ouvir os times e técnicos adversários falarem aos quatro ventos que nosso time é perigosíssimo. E, mesmo com todos os cuidados, estão tomando na cachola.

Nesta semana, quando demos aquela traulitada no Santos, o técnico Adilson Batista, que foi in loco ver o nosso time no Pacaembu, dizia que tinha que jogar muito para nos vencer. E jogou muito neste domingo. Até ajudado com a matreiragem do apitador da partida. E, ainda assim, fomos superiores.

Parece que a cada rodada vamos conseguindo firmar um time competitivo, arrasador, ferino e felino, com garras afiadas, um predador mortal e cruel pronto a destroçar o incautos e sonsos da vida. Não se espantem se dermos outra sapatada no Santos na próxima quarta.

O Avaí, assim, repete o exemplo do país no quesito organização no futebol: quanto pior, mais títulos. Será isso um pressuposto para sermos campeões brasileiros? Se for, podem preparar a faixa.

2 comentários:

  1. Felipe Matos disse...:

    Não é fácil!! Ainda bem que dentro de campo há um grande time para compensar esses desabores!

  1. Alameda disse...:

    Bem, ainda muito tem que melhorar ...
    E isso não serve só para o Avaí, serve para a escolha do voto, serve para as escolhas que tomamos em nossas vidas.
    Mas, por enquanto, em relação ao Avaí, o grupo tem dado resposta positiva dentro de campo.
    Já imaginou um debate entre Nelson Rodrigues, Armando Nogueira, Henfil e Garrincha?
    http://alameda1976.wordpress.com/2010/08/16/mesa-quadrada-16082010/

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