Fora, marginais!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

E não é outra coisa, a de marginais, o que foi feito nas paredes da Ressacada.

Como estou bem envolvido com minhas obrigações profissionais, pouco ou quase nada tenho sabido a respeito das coisas do Avaí, a não ser o que sai na mídia e na blogosfera. Fiquei sabendo, portanto, das pichações na Ressacada, pelo blog de meu amigo André Tarnowsky ainda a pouco.

Confesso que fiquei estarrecido. Não é assim que se diverge de opiniões. Não é assim que nos indispomos com uma ou outra postura. Não é assim que se critica. Não num clube de futebol, onde o lúdico se confunde com paixões, mas que se resume em uma atividade saudável. Quando isso passa afetar nossas vidas, a ponto de interferir até em nossa sanidade mental, ou mesmo nas contas particulares de cada um, é hora de afastar.

Já disse e repito à exaustão: sou terminantemente avesso a protestos de cunho político em time de futebol. Frases de efeito em faixas, mobilização de organizadas, intimidações, passeatas e pichações são coisas para se fazer no conjunto da sociedade, lá onde administradores públicos tratam da nossa vida ou da nossa sobrevivência. Nas instâncias políticas e democráticas da sociedade, onde os governos nos devem explicações. Em time de futebol, fazer este tipo de manifestação, é coisa de gente burra. Ou de quem não tem nada pra fazer.

Se o sujeito estiver impedido de trabalhar porque as passagens de ônibus aumentaram, ou o preço dos alimentos atingiram níveis insuportáveis, reunam-se em praça pública e peçam a cabeça do governo. Façam greves, passeatas, manifestem-se como cidadãos numa democracia fazem. Agora, se a camisa do seu clube de futebol está feia, se está cara, ou os preços cobrados para as arquibancadas são impagáveis, e o sujeito picha, quebra e arrebenta as coisas e agride as pessoas, é hora de consultar um especialista.

A mídia e as redes sociais, tanto quanto os blogs, têm um compromisso de difundir informações, opiniões e discutir passos e condutas. Mas, dentro de uma ordem civilizada, que é a possibilidade de se expressar livremente. Enquanto dissermos que isto ou aquilo não foi a medida mais correta, ou apontar uma ou outra proposição, estamos democraticamente exercendo nosso direito de se manifestar. E qualquer torcedor pode usar um espaço destes para isso.

Porém, quando isto extrapola os caminhos da liberdade de expressão da palavra para o ato, acaba se tornando difícil de controlar e podemos chegar a situações com as quais não queremos conviver, uma vez que a paixão sobrepõem-se à razão. Até porque, pessoas que fazem isto são capazes de coisas bem piores.

O futebol é um espaço para as famílias, para as pessoas de bem, para aqueles que gostam de um bom espetáculo. Se a força dos marginais se sobrepor a das famílias, é hora de fechar os estádios. Não há mais necessidade do futebol.

1 comentários:

  1. Seu Cunha disse...:

    Alexandre...
    Concordo com teu texto, é preciso estabelecer a ordem, futebol não é lugar para vândalos e marginais.

    Abraços,

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