O time de Silas, jogadores de Benazzi

sábado, 12 de março de 2011

Foi a partir de sua participação no Estadual de 2008 que começamos a conhecer a figura de Paulo Silas Pereira. Da sua fala mansa de irmão mais velho a tiradas cínicas de vizinho mal humorado, aliado a um discurso de profundo conhecedor de futebol, Silas começou a incorporar seu nome à marca Avaí.

Sua obstinada e persistente declaração de que estava no Avaí para sacramentar um projeto o transformava em uma personalidade diferenciada no futebol, de uma maneira geral, tido como um jogo onde os resultados definem carreiras, e não a honestidade ou o bom caráter de ninguém.

Com isso, ainda que a caminhada na série A em 2009 precisasse solidificar de vez a sua capacidade como técnico, Silas fez história no Avaí como homem, pelos discursos emocionais, pela forma como lidava com as coisas do futebol e, nos cantos do Brasil, já se sabia que o Avaí Futebol Clube era também o Avaí do Silas.

Em nosso quintal, éramos bombardeados por uma mídia que nunca nos respeitou, haja vista a forma como sempre nos trataram. O time fazia uma boa campanha no Brasileirão e, constantemente, classificavam Silas como teimoso (“não muda o esquema”), desequilibrado (“homem das emoções fortes”), aprendiz (“ele também erra e erra feio”) e interesseiro (“...até que venha uma proposta melhor...”). Enquanto isso, na grande mídia, já era visto como a melhor revelação do futebol brasileiro nos últimos anos.

O avaiano daqueles tempos foi forjado em aço, cujo principal ferreiro era o Sr. Silas. Um orgulho entusiasmado nos assolava.

O tempo passou, as coisas mudaram, comportamentos foram revistos, índoles postas a prova, perdemos a nossa virgindade como torcedores e soubemos que o mundo não era tão belo quanto uma legião de apaixonados torcedores declarando seu amor pelo seu time. A inocência se foi.

Talvez o nosso principal desgosto tenha sido ter visto a nossa diretoria ter-nos virado as costas. Investido em remuneração ao invés de paixão. Mas, quem sabe, as coisas sejam assim mesmo e nós, tansos, é que não sabíamos.

Sabemos, contudo, que o time que entra em campo amanhã decidindo a sua vida no Catarinense 2011 será comandado por Silas. Evidentemente que é o time disposto pelo Benazzi. Supunha-se até ser este falastrão o motivo de não termos tido um time de fato ainda. A realidade nos mostrou, contudo, que o tamanho do salto de alguns jogadores é que está nos atrapalhando.

Todavia, ao invés de lamentar orgasmogramas, camisas feias, disposição tática, jogador mascarado ou inepto, vou aplaudir o Avaí que entrar em campo amanhã. Amanhã é o Avaí do Silas. Vou incentivar e torcer. Vou vibrar com as jogadas e ter paciência com as tolices. Afinal de contas, é meu Avaí que estará em campo e, durante 90 minutos, será a coisa mais importante da minha vida naqueles momentos.

Eu vou torcer para o Avaí. E tu?

6 comentários:

  1. Sergio Jr disse...:

    Quando se chega num ponto e diz que vai torcer porque é seu time que esta jogando, isso é sinal que o time nao esta agradando. Se Silas vai insistir com Cristian, é hora de Evando pegar o bone e ir embora. Vou porque ainda espero que ate o final do ano esse time faça uma apresentaçao convincente. Chegou a hora. Sera contra o Criciuma?

  1. Absolutamente correto, meu caro. É exatamente isso. Nesse jogo temos que fazer vistas grossas pra uma série de barbaridades, porque se der errado nós também vamos na mesma canoa.

  1. Anônimo disse...:

    Alexandre,
    estarei lá com certeza, e como sempre torcendo pro Avaí, porque quando o manto azul e branco entra em campo de nada adianta contestar isso ou aquilo. Assim como aconteceu no jogo contra o Brusque, acho difícil que a torcida se contenha quando houver erros de passe ou finalização, principalmente se vier de figurinhas já queimadas na Ressacada. Temos que apoiar e ter paciência, como tu bem disseste, do início ao fim do jogo. Vamos deixar pra vaiar e contestar, se for preciso, somente após o apito final. Nosso time não tem jogado bem, não tem inspirado confiança na torcida, mas todos sabemos que o futebol é mágico, e derrepente com o nosso apoio que tire um pouco de peso e dê mais confiança aos jogadores somado a um pouquinho dessa magia futebolística ainda possamos chegar ao sonho do tricampeonato.
    Um grande abraço,
    Peter.

  1. É, Peter, é mais ou menos por aí. Não há outro jeito a não ser apoiar. Não sei se incondicionalmente, mas o apoio é preciso. Afinal, é o nosso time.

  1. evefloripa disse...:

    Alexandre, concordo com suas palavras. Eu vou a campo para apoiar, não para vaiar, do contrário, eu fico em casa. Agora não posso concordar com o Sergio Jr., como vamos saber se Evando aguenta 90 minutos? Vem de lesão, tá com 33 anos e acredito que Cristhian só esteja jogando, pois Willian e Mauricio Alves estão machucados, senão ele seria a terceira opção. Silas conhece bem o Evando, acho até que é seu amigo, e se ele estivesse nas melhores condições, certamente Silas o colocaria nos 90 minutos. No jogo contra o Brusque, ele deu certo, porque além de iluminado, entrou na metade do segundo tempo. Mas o seu gol foi de cabeça, bola perfeita do Julinho e acertou o passe para o Rafael Coelho. Mas nas poucas vezes que teve a bola nos pés proximo à área, nitidamente se atrapalhou nas próprias pernas, mostrando a falta de ritmo ainda. Imagina 90 minutos??? É o que eu penso...

  1. Gilberto disse...:

    Dizem que cada brasileiro é um treinador, não é?
    Por isso vou discordar do Sérgio. Não acho que o Evando deva iniciar a partida jogando. Afinal, tudo indica que ele não possui condições de atuar a partida toda, quiçá 45 minutos. então no início do jogo poderá ser presa fácil para os zagueiros do Tigre. Já no segundo tempo ele poderá brilhar como fez contra o Brusque. Isso não significa que eu queira o Cristian no ataque. Por que não mais um homem no meio de campo? Silas jogou muito no esquema 3-6-1 em 2009. Eu entraria com Estrada e Marquinhos no meio e somente Rafael Coelho no ataque. Já pensamento diferente tenho quando ao Marcinho Guerreiro. Ele tem condições de jogar 45 minutos? Que sejam os primeiros 45, afinal marcação eficiente é fundamental. Além do mais, o jogador que substituí-lo depois pegará jogadores do Criciúma mais desgastados.
    É o que penso. E como disse em comentário em outro post, está na hora do Avaí ser o AVAÍ!

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