O Homem do Rodo

sexta-feira, 13 de maio de 2011


A imagem que está rodando por todos os cantos é eloqüente por si só e mostra tudo. Se Diogo Orlando, Bruno, Guerreiro e Renan seguram lá atrás, o atacante do Avaí é responsável pelas definições. Como sou adepto de futebol jogado pra frente, o homem do jogo, pra mim, foi William.

Poucos personagens no mundo têm o prazer de ser protagonistas de um evento. E quando o são, fazem com maestria e personalidade. Que é pra ficar na história mesmo. É o que se diz: passar o rodo. Pois o personagem desta quinta-feira no futebol brasileiro foi ele, o Príncipe William. E seu nome, a partir de agora, passou a exigir uma pronúncia mais enfática. Não é mais o Batoré, o personagem bufão da comédia, mas agora passa a ser o Príncipe da Ressacada, depois do que acabou fazendo neste jogo.


Em sua primeira passagem pelo Avaí era um jogador comum. Um bom atacante, mas comum. Soube fazer os gols que precisávamos, tinha presença de área, encaixava bem no esquema preparado por Silas naquela oportunidade, mas era comum. Quantos gols perdia por jogo? Tantos quantos um centro-avante pode perder. Porque é da natureza de um centro-avante perder gols. O “como pode perder isso?” era ouvido na Ressacada, com os “uuuuus” e “óóóós”. Mas Batoré jamais deixou de ser raçudo, brigador, aquele que lutava pelos pingos de suores do time. Conquistamos pontos preciosos tanto na campanha do acesso, tanto quanto na campanha de um melhor catarinense no brasileirão com o Batoré em campo. Porém, Batoré precisava sair. Deveria, para o bem de sua carreira, alçar vôos mais altos, uma vez que o Avaí era um time por demais pequeno para ele.

Foi embora, sofreu, penou, tentou espaços, arranjou brigas, foi vaiado e xingado. Teve um infeliz pedido de contusão, para que saísse de campo, pronunciado por uma torcida de... deixa pra lá. E Batoré voltou à Ressacada, para alegria de alguns e desconfianças de outros. Tudo normal no futebol. Até que o Batoré se transformou. De sapo pobre e comum, o sapo Batoré, William se transformou no Príncipe da Ressacada. William vale, sobretudo, pela desesperada abnegação de seu esforço. William, o Príncipe, não está mais abaixo de ninguém e já pode olhar, com orgulho, para a sua trajetória no futebol.

Vida longa ao homem que passou o rodo em... em quem mesmo? Ah, no São Paulo.

4 comentários:

  1. Sempre gostei do Willian, sem hipocrisia, nessa atual fase, e na sua outra passagem. O cara é matador, e mostrou isso mais uma vez ontem. E verdade seja dita: Se Rafael Coelho estivesse ontem, seria uma goleada histórica pro Avaí!

    ET: Dois vídeos que fiz ontem:

    http://www.youtube.com/watch?v=rZ_s_VvG2Z0
    **Recepção aos jogadores

    http://www.youtube.com/watch?v=46CRebfWm04
    **Acleisson, falta na trave....

  1. RODRIGO disse...:

    Caro alexandre. quando da sua contratação pensei: putz, la vem aquele caneludo. Já na sua estréia gostei, ele deu uma arrancada em direção ao defensor e dividiu... como de costume ele ganhou e rolou a bola para o gol avaiano (não lembro quem fez o gol). Dai ele só subiu no meu conceito, fiquei triste com sua saída mas nunca magoado. Todos tem direito a crescer, mas para a nossa felicidade ele voltou melhor do que foi. Hoje ele é o principla jogador avaiano junto com Marquinhos. Marquinhos pelo que fez e pelo que representa, porém Willian pelo que esta fazendo. Nasce mais um ídolo na Ressacada, espero que a diretoria sempre pense e se houver propostas faça o impossível para não perde-lo. Ídolos não se fazem todos os dias, já ficamos órfãos de Emerson e espero ir para Ressacda e ver Willian com nosso manto, um grande abraço!

  1. Eron disse...:

    Essa foto é emblemática; quando falaram do retorno do príncipe Willian (que ainda não era príncipe por aqui)não gostei muito, por conta da maneira de como saiu, mas, o futebol apresentado este ano por ele fez com que, eu, passasse uma borracha, a sua passagem pelo Gremio deve tê-lo amadurecido.
    E dale príncipe Willian.
    Eron

  1. Exatamente, Dinho, Rodrigo e Eron, ele amadureceu. Hoje é um jogador diferenciado. É o que falta ao nosso treinador.

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