O Simples e o Óbvio

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Acompanho, sem ressalvas, o texto Opa, pera lá Almirante, do meu amigo Bruno Carvalho. Aliás, quero dizer mais.

Para as pessoas que criticam o senhor Paulo Silas, técnico do Avaí (tá bom assim, o, queimador de línguas?), como eu e o Rica, por exemplo, ter um time jogando coeso e sendo veloz, tanto na marcação quanto no ataque, o Avaí desta quinta-feira enfrentando o São Paulo não foi novidade. Não é porque ganhou, e ganhou bem, que vou babar ovos para o estilo de jogo do técnico medroso da Ressacada. Por que?

Ora, pela simples razão de fazer exatamente o que todo mundo queria. Ou melhor, para as pessoas que freqüentam a Ressacada, e que gostam e entendem de futebol e que, ainda, oportunamente, são chamadas de corneteiras por bocós de ocasião. Estes bocós que vão uma ou outra vez a um jogo e já se acham os caras. Coitados!


O que a imensa e esmagadora maioria da torcida queria, desde o início? Que o seo Estrada jogasse ao lado do seo Marquinhos. Só isso. Não mais que isso. Se o senhor Paulo Silas não confiava em sua zaga, no desenrolar de todo o campeonato catarinense e, para isso, tinha que enfiar goela abaixo trezentos mil volantes, que ao menos então deixasse dois homens de armação lá na frente, o arco e a flecha. Marquinhos Santos e Estrada. Onze dentre dez avaianos pediam insistentemente isso, durante muito tempo. E o que fez o senhor Paulo Silas, desde o jogo contra o time doladelá? Fez o que a torcida pediu. Pela primeira vez colocou o seo Estrada em campo ao lado do Marquinhos. Nenhuma novidade nisso, nenhuma revolução estratosférica, não surgiram novas espécies no reino animal, nem no vegetal e nem no mineral. Como diz o Bruno "não existe estratégia inovadora alguma". E o que aconteceu a partir dessa alteração simplérrima e óbvia? O time do Avaí começou a jogar o que a galera corneteira pedia. Começou a jogar futebol. Será que é preciso desenhar?

E tanto é verdade, que sofremos sufoco no jogo contra o time doladelá, quando ele desmontou o seu esquema, fomos desclassificados pela Chapecoense quando ele mudou o esquema. E neste jogo maravilhoso contra o São Paulo foi só ele mudar o esquema, fazer o esquema do jeito Silas de ver futebol, que o time paulista veio pra dentro do Avaí. E qual é o esquema dele? Deixar, desgraçadamente, o William sozinho na frente, sem um apoio consistente, e manter o Marquinhos Santos esteporando-se como um terceiro volante. Quase estourou o nosso Batoré e forçou um estiramento na coxa do Galego.

Méritos para o senhor Paulo Silas, quando ele não inventa e faz o óbvio, e críticas quando ele volta a ser o Silas de sempre. E o aplaudirei sempre que for assim, identificando o elementar.

Como diz o meu amigo André Tarnowsky, neste jogo ele trabalhou. Tomara que trabalhe sempre, é a única coisa que eu quero dele.

2 comentários:

  1. O Avaí venceu e com méritos porque jogou bem, fez o que tinha que fazer, e o Silas mecheu bem notime e na hora certa!
    O que não gosto é de hipocrisia: Pessoas que viviam criticando o cara e hoje estão dizendo: Silas é o cara! Aí não dá !!

    E.T: Aguiar, dois vídeos que fiz ontem na Ressacada:

    http://www.youtube.com/watch?v=rZ_s_VvG2Z0
    **Recepção aos jogadores

    http://www.youtube.com/watch?v=46CRebfWm04
    **Acleisson, falta na trave....

  1. Pois é, os hipócritas posam de bons moços pra ganhar a galera. Eu vi os vídeos e ficaram supimpas. hehe

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