Avaí do Paraguai

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Os torcedores avaianos, aqueles que ainda se importam com o time e o clube, uma vez que a maioria já abandonou naturalmente o barco, ainda têm alguma força na peruca e tentam entender o que é isso que nós vemos. Ou não vemos. Vi gente na Ressacada olhando para aquela pantomima e não acreditando. Achavam que a fase iria virar. E não virou. E parece que não vai virar tão cedo.

O time do Avaí da atual temporada jogou mais uma partida pelo Brasileirão e perdeu. Mas não perdeu pura e simplesmente. Não apresentou nenhum sinal de que possa nos dar esperanças para sair desta dramática posição na Z4. E que ninguém venha me dizer que jogamos bem. Não, não jogamos.

É certo que houve uma marcação mais dura enquanto deu, consistência defensiva até a saída do Bruno, uma ou outra jogada pelo bom lateral direito até cansar, um arranque do esforçado Cleverson, o golzinho do Uilhã num pênalti perdido. E só. Nada mais que isso. Foi só o time cansar no todo que tudo isso ruiu.

Rodamos, rodamos e não saímos do lugar. Três, no máximo quatro jogadores medianos que ainda dão um gás e mais nada, mesmo com todas as contratações salvadoras que vêm sendo feitas.

O campeonato já vai para a sua fase intermediária e vamos remendando, contratando jogadores de qualidade duvidosa, com contusões crônicas e reservas de reservas com desempenho pífio nos times espalhados por aí. Somos um arremedo, uma coisa, um trocinho jogando um campeonato duro, nivelado por baixo ou não, que não se acerta. E basta tomar um gol, ou sentir-se pressionado que o time geme. Arria as calças na maior desfaçatez e sem a menor cerimônia. Se num contexto mais lógico o grande se agiganta e o pequeno desaparece, estamos nos apequenando também diante dos pequenos.

Além disso, as torcidas adversárias fazem festa na nossa Ressacada e assistimos a isso calados. Assombrados. Ou com uma fleuma de dar inveja a inglês bêbado. Confesso que estou desiludido e de saco cheio. Nem nos tempos das vacas anoréxicas me sentia assim, pois sabia que dali não sairia nada mesmo e as esperanças eram no limite das incapacidades.

Mas agora, vemos discursos polidos, eruditos, gente bem alimentada e bem vestida, estádio brilhando e gramado de cinema para... para nada. Para os outros, é bem verdade. Alugamos, isso sim, o salão de festa para os visitantes virem aqui fazer o seu baile.

E, paralelo a tudo isso, vamos nos acostumando com convocações de torcedores rebuscadas de lacrimejantes pedidos, exaltando uma honra há muito perdida. Daqui a pouco, podem aguardar, a solução dos ingressos será tomada. Tenho plena certeza assim como o sol é quente e o picolé é gelado. Vão deixar as promoções de lado e estabelecer um preço mais justo, o preço para tirar o time da degola. Aliás, coisa que já é esperada. Não pela justeza em se fazer ingressos mais sensatos, mas pela necessidade imperiosa de se ter alguém para torcer pelo que resta de time e de dignidade.

Chegamos ao limite da patetice!

Vou ao PROCON, pois quero o meu dinheiro de volta. A cada rodada estão me vendendo um Avaí falso. Um Avaí que eu não conheço.

6 comentários:

  1. RODRIGO disse...:

    Meu caro Aguiar me permita discordar de você, jogamos bem sim. Porque esse é nosso melhor futebol, não temos qualidade nenhuma para apresentar mas do que isso. Por isso digo que jogamos bem, nosso elenco é fraco tecnicamente e ainda sofremos na parte física. Abandonar o barco jamais, mas tem cara que sofreremos até o final da temporada. O problema é que o "nosso jogar bem" como esse infelizmente não será necessário para nos livrar da série B. Um abraço e seja o que DEUS quiser.

  1. Sérgio disse...:

    Alexandre se o time desse alguma esperança a torcida iria até com ingresso e mensalidades caras, ia esbravejando, mas ia. O problema é que aquele 1 a 0 diante do raquítico Atlético - GO foi uma vitória enganadora. Ora vejamos, achamos um gol no início do jogo e passamos o segundo tempo dependendo da atuação salvadora (naquela partida) do arqueiro azurra. Ora, começamos contra o inter do mesmo jeitinho, fazendo gol primeiro e depois tentando suportar a pressão. Só havia um detalhe em relação ao jogo anterior: o time gaúcho não iria desperdiçar tantas oportunidades quanto os goianienses. Em 2009 tinhamos um belo time e um bom banco, em 2010 o bom banco se tornou titular, mas continuava com nível de bom banco. Este ano não temos nem banco e nem time titular. Temos um time ridículo, e isto é fato, e a diretoria deve ter mudado a sede para Europa (uma das luas de Júpiter) junto o CD.

  1. Rodrigão, mas é exatamente isso. Estamos tão mal que o nosso "jogar bem" se resume a alguns bons lances e um golzinho mequetrefe ou outro.

  1. Pois é, Serjão, a cada rodada vamos nos enterrando cada vez mais.

  1. Anônimo disse...:

    Alexandre, imagina se o campeonato fosse nivelado por cima?, eu não quero nem imaginar!
    Eron

  1. Boa, Eron. hehe Essas coisas nem é bom pensar.

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