Ídolos de barro

segunda-feira, 25 de julho de 2011

As campanhas deste ano do Avaí, desde o Estadual até o Brasileirão, passando pela Copa do Brasil demonstraram que não temos um time para vibrar. Estamos órfãos de ídolos e os jogadores que estão aí têm apresentado até algum esforço, mas estão longe de fazer a torcida levantar das arquibancadas, quanto mais entoar algum grito mais efusivo, ou deixar rolar alguma lágrima de contentamento. 

Assisti à final da Copa América e percebi a falta que nos faz um time para torcer. Que falta nos faz um ídolo.

É verdade que o Avaí está se mexendo e contratando, mas também é verdade que os jogadores que chegam são “apostas para dar em alguma coisa”. E é assim mesmo. Em todo clube de futebol em tempos de montagem de elenco as coisas funcionam assim. Vão chegando ilustres desconhecidos que só serão fixados e guardados nas lembranças dos torcedores após uma temporada competindo. O problema é que a temporada do Avaí está demorando para começar.

O discurso que mais se ouve, de que os jogadores que vêm não são assim uma Brastemp é o mesmo que falar mal das camisas, ou seja, o discurso da grife. Não morro de amores por personalidades, já falei disso, nem para jogadores, dirigentes, chefes de banda de música ou motoristas de táxi. As pessoas, em suas profissões, têm que demonstrar as suas capacidades, sejam elas quais forem, primeiro para si mesmas e depois para os outros. Eu quero, apenas, os resultados finais. Portanto, nomes não me importam, desde que o sujeito honre as nossas cores e se identifique com as nossas tradições.

O atleta bom para um time de futebol é aquele que consegue trabalhar com pessoas diferentes e não se acovarda diante da manifestação dos torcedores. É aquele que tem iniciativa e disponibilidade para cooperar com o grupo. É o que participa da equipe e agrega com sua disposição. Que deixa as vaidades no armário do vestiário. Convenhamos, na atualidade, temos uns dois ou três que correspondem a este perfil. É pouco, muito pouco!

E por isso, em razão de um frustrante planejamento, as contratações são em jamanta-cegonha, toda semana, com pausa apenas para os jogos. O que seria um fato normal e corriqueiro em início de temporada, a vinda de jogadores em penca, se firma como atrações para o próximo espetáculo. Até porque se em 2009 tínhamos um time e um banco e em 2010 tínhamos apenas um time sem banco, em 2011 não temos nem time muito menos um banco. Por pura falta de planejamento. Então, vamos seguindo a cartilha dos perdulários: gastar muito, sem controle, para dever mais ainda lá na frente, com o intuito de corrigir às pressas o que foi feito errado no começo.

Creio, sinceramente, que vamos acertar um time ainda no final deste turno. Vamos sangrar bastante ainda até a metade do returno, mas devemos sair da zona de rebaixamento na bacia das almas. Tudo porque mandamos embora nossos ídolos com a intenção de fazer dinheiro. E agora, por esta espetacular invenção da roda, vamos ficando sem ídolos, sem títulos e sem dinheiro.

1 comentários:

  1. No Avaí sempre foi assim, Aguiar. A coisa não muda, é só ter um time bom que logo já vem o desmanche. Só o Coxa levou 5 jogadores nossos. Na Ressacada é como uma feira. E o pior é que sempre preferem trazer uma penca de 20 jogadores, que não valem por um Émerson, um Léo gago... Aí fica difícil mesmo!

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