Rupturas necessárias

domingo, 17 de julho de 2011

O futebol que nós aprendemos a ver, vivenciar e gostar já não existe mais. O futebol jogado hoje tem como único e principal objetivo ganhar dinheiro. As gerações que viram o campeonato de 1970 ganhado pela Seleção Brasileira (assim mesmo, em maiúsculas!) hoje se decepcionam com pseudo-craques e arremedos de jogadores, cujo principal objetivo é se pentear para uma entrevista e receber o bem amado chequinho. O futebol, aquele tipo de esporte que nos dava prazer e nos enlaçava em diversão, acabou. Restou uma pantomima.

O campeonato brasileiro de futebol é reflexo disso. Dos 20 clubes que o disputam, nenhum deles, nenhum, repito, nenhum pode ser considerado um reduto de boas prática desportivas. Ao menos, em algum ponto, podemos encontrar uma suspeita, uma suposição, alguma atividade que erice os pelinhos da nuca dos mais ingênuos. E, para a nossa desgraça e decepção, não resta mais saída aos incautos torcedores brasileiros que não seja torcer. Apenas isso. Agraciar efusivamente esta máquina de fazer doletas com maravilhosos e bem montados momentos de aplausos e sorrisos. Fazemos apologias ao delírio coletivo, que é para manter os salários e contratos em andamento.

Ou alguém imagina que um jogador vaiado e apupado vai render alguma verdinha ao final do campeonato? Mofas! Alguns, é claro, sendo mais espertos, e percebendo que a sua decadência é iminente, simulam contusões e pedem para o cafetão dos bons negócios de sua carreira da vez o mande para outro clube. Isso é assim na imensa maioria dos clubes brasileiros. Dos 80 que participam da Timemania, apenas num clube isso não ocorre. Mas ele também não está na lista.

O fato é que a bisonha desclassificação do futebol da seleção brasileira (agora em minúsculas!) para um amontoado de perebas bem anabolizados do Paraguai não é nenhuma surpresa. É algo já há muito esperado e comum. Planejado, eu diria, tendo em vista os contratos. Ah, contratos!

Por tudo isso, há que se fazer rupturas. Se ninguém ainda percebeu, estamos, os fodidos e mal pagos torcedores brasileiros sendo conduzidos como boi no curral. Vida de gado bem característica e serviçal. Levados por levianos administradores das carreiras de meros pernas-de-pau.

Agora, as rupturas têm que sérias. Têm que ser consistentes. Não mais uma massa enfurecida e atiradora de pedras. Isso é tudo o que eles, os administradores do futebol brasileiro, querem. Eles não querem gente que pense e que fale em seus escritórios refrigerados, mas meia dúzia de massa manobrada enfurecida que podem ser compradas com carnezinhos e promoçõezinhas de ingressos. Pois, se pensar muito e exigir demais, aumentem os preços nas arquibancadas e afastem esses metidos a intelectuais que querem acabar com seu quinhão. Onde já se viu!

5 comentários:

  1. FERNANDO disse...:

    EXATO Filósofo!

    E que essas RUPTURAS comecem pelo nosso AVAI, para o bem de todos nós.

    Abraço.

    Fernando

  1. Rodrigo V. R. disse...:

    A ruptura principal tem que começar com esse ditador que preside a CBF, usando a entidade para seus interesses pessoais, juntamente com sua corja como por exemplo o Delfim um câncer do futebol catarinense.

  1. Estás correto, Aguiar! Nossa CBF com Ricardo Teixeira virou um circo (de horrores)! A ruptura também tem que acontecer aqui no nosso estado, pois como disse o Rodrigo V.R. ai em cima, temos um câncer, o vitalício (???) Delfin no comando, e enquanto este cidadão estiver lá, beneficiará unicamente seu clube preferido, que todos sabem NÃO é o Avaí!

  1. Fernando, que aconteça no futebol como um todo. Estou farto de ser massa de manobra.

  1. Dinho, o Delfim está aí porque eles querem, essa é a verdade.

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