A jabulani quicou na área

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sabemos, pelos noticiários, o que está ocorrendo na Inglaterra, principalmente na sua capital, Londres. Por causa de um mal entendido, daqueles bem graves cometido pela polícia local, foi desencadeada uma onda de protestos e vandalismos, que, segundo os relatos, está sendo muito difícil de ser controlada. Notícias que chegam de amigos que moram por lá é de cenas de guerra civil. E tudo por algo mal encaminhado e desnecessário.

Chamo a atenção para isso com relação às coisas que estão ocorrendo no nosso Avaí.

A convocação de mais uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo suscitou uma onda de piadas curiosas. Algumas maldosas, é claro, mas a maioria dentro do contexto. Ora, todos sabemos que a situação no mundo do Avaí não anda nada boa. Temos a exata noção do que nos espera se os erros homéricos continuarem a ser cometidos. E eis que numa reunião anterior, tida como um divisor de águas no quesito trato com o torcedor, sua pauta principal foi desvirtuada e se decidiu por comemorações entre os membros.

Nada contra!

Sou fã de um churrasquinho também. Mas, aquele não era o momento. Houve um erro estratégico e qualquer coisa que se diga para amenizar isso só piora a situação. Alguém pôs o pé pra fora do edredom e pediu pra ser pegado. A piada em relação à próxima reunião era inevitável. O torcedor é passional e reage de acordo com o vento que sopra. Lamento que o Adir, o Ivair, o Décio e a Kaká estejam sendo colocados nesse rolo, pois são pessoas estimadas, de boa índole, mas... a jabulani quica.

A outra coisa onde faltou estratégia para ser negociada foi a história da contratação de um jogador de alto custo. Me parece que o técnico do Avaí deu com a língua nos dentes em sua entrevista de domingo no jogo contra o São Paulo, o que gerou toda essa polêmica. Mas o que se deve entender é que o Avaí precisa, sim, contratar um jogador de destaque. E que custe caro mesmo. O conserto das coisas erradas passa por isso. Ninguém é tão imbecil a ponto de não perceber que se faz extremamente necessária tal contratação. Porém, o histórico das contratações feitas pela administração do Avaí depõe contra a sua estratégia. E nem preciso elencar o que já (não) foi feito. A jabulani tá quicando alto.

E, por último, a bola das bolas mal quicadas, a história da tal fofoca do repórter Alysson, da Guarujá. Vamos combinar, ele não causou estrago algum no Avaí, além daquilo que já está feito. Comunicar que o técnico do Avaí vai patrocinar um churrasco para seus atletas é a melhor coisa que poderia ter sido feita por um repórter, o que demonstra que ainda há vida inteligente dentro da Ressacada. Os atletas, o treinador, o torcedor, os conselheiros, o vendedor de cachorro quente, todos estão precisando beber e comer para desestressar, pois a fase é dolorida.

Porém, a forma e o momento como essa “comemoração” foi levada é que não caiu bem na torcida. Assim que a notícia foi veiculada no site de fofocas que é o Facebook, alguém com mais calma e tino poderia dizer que era uma forma de ajuntar a comissão técnica, que se precisa desse tipo de situação para amenizar as diferenças, que há jogadores que nunca comeram carne, sei lá, qualquer desculpa para aliviar a situação. No entanto, foi deixado por isso mesmo e quando a jabulani quica, todo mundo quer dar o seu chute. Aliás, inventar fatos virou uma espécie de commodities das conspirações. E rende bons momentos hilários.

A fase, realmente, não é das melhores. Tivéssemos ganhado o jogo contra o são Paulo, tudo isso se inverteria. Haveria gente vendendo costela para o conselho fazer o seu churrasquinho mensal, o Lincoln seria recebido de helicóptero com a torcida em peso na Ressacada e o Alysson seria convidado a cobrir o mega-evento patrocinado pelo Gallo.

Mas... que raios que ninguém dá um bico nessa jabulani. Ôôô, fase!

10 comentários:

  1. Adriano Assis disse...:

    Texto refinado como sempre! Concordo com você!
    A postagem do meu blog não é tão polida e bem feita, mas foi seguindo o seu raciocínio.

    Abraço!

  1. Anônimo disse...:

    Pô, finalmente. Este foi um dos melhores textos que li sobre nossa situação atual. Parabéns pela bela análise.
    Valdez

  1. RODRIGO disse...:

    Meu caro Alexandre permita-me discordar em alguns pontos. O churrasco entre jogadores e comissão técnica sinceramente não vejo problema algum, porem o fato de Lincon ser recebido de helicóptero me deixa com a pulga atrás da orelha pois nosso estimado presidente teria instruído Marquinhos a assinar com o Grêmio por não ter dinheiro. Agora aparece a história do Lincon um jogador mais caro e menos eficaz e eficiente que o galego na minha opinião. Outra coisa, quanto ao churrasco do conselho o que me irritou foi o fato do site do clube ter anunciado uma coisa e simplesmente o único ponto que tinha interesse comum simplesmente não "deu tempo" de entrar em pauta, mas o tal churrasco sim. Na minha oppinião é que todos que estavam presentes foram coniventes sim, não quero entrar no mérito e nem devo se são pessoas de bem ou não (acredito que todos os conselheiros sejam pessoas de bem, porem eles estavam representando os nossos interesses) e simplesmente não o fizeram. Então para mim independente da vitória contra o São Paulo estes pontos continuam errado, um grande abraço!

  1. Sobre o tal churrasco, não sou contra. Aliás, tudo o que é prá unir jogador com técnico, diretores, CD... é válido. Quanto ao caso do jogador Lincoln, só espero que não seja um Sávio da vida, que chegou, não jogou nada, e implantopu discórdia no elenco. Continuo acreditando que poderiam trazem (no lugar dos 20 ou mais que trouxeram esse ano)de volta um Léo Gago, Patric, Emerson, Muriqui... Pois dos que vieram só Pedro Ken, Felipe e Estrada tem qualidade, o resto foi dinheiro jogado fora...

  1. Anônimo disse...:

    Tem que dar o bico certo na jabulani, porque, de bico mau dado esta cheio de gente dentro do Avai que não acerta um.
    Abs
    Eron

  1. Adriano, dizem que é na tristeza que a gente se inspira. Então, não está faltando inspitação.

  1. Valdez, o pior é que o assunto tá rendendo.

  1. Rodrigão, há uma diferença entre a análise e a torcida. Talvez seja esse o ponto.

  1. Pois é, Dinho, o ralo é grande e o dinheiro vai de rodo.

  1. Eron, realmente a fase é horrível.

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