Corrigindo o previsível

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Está-se programando para Sábado uma apoteótica mobilização da torcida, com vistas a levantar o astral dos jogadores e mostrar que a torcida avaiana é fiel e parceira. Mais parceira do que muito dirigente, que na hora do pau corre pra debaixo das saias da mamãe e deixa o barco à deriva. 

A torcida, não, pois mesmo tendo sido enxotada, estará lá, apoiando, assistindo, dando motivos para que se respeite o Avaí a todo momento. E é isso que me dá garantias de que não vamos cair. Outras torcidinhas por aí já teriam decretado público zero. E se fôssemos depender de alguns frouxos que se dizem realistas, já estaríamos no mesmo caminho.

Todavia, numa análise mais fria, estamos fazendo a velha receita da pílula contra a sede: tomar um comprimido com meio litro de água.

Jogadores dizendo que não vão desanimar e torcedores se mobilizando para um incentivo é tudo o que se quer... no começo do campeonato. É lá, nos instantes iniciais, nas primeiras partidas, que começa a vida de um time de futebol numa temporada. Estamos atrasados. Nosso destino é pagar os juros da conta que foi deixada de lado, esquecida na gaveta. Nosso sucesso será o de apagar o incêndio do fósforo aceso na gasolina.

Será que o que leva torcedor ao estádio é a campanha boa? Ou o desespero? Nada disso, o que faz tal coisa acontecer é a fidelidade. Trabalhe-se isso, arranje-se uma forma de explorar essa fidelidade em prol do clube e o Avaí torna-se campeão nacional. Não estou exagerando e nem sonhando acordado. Muitos não puderam mudar isso em benefício do clube quando deviam, porque não quiseram mudar quando podiam. É a lógica do fazer errado para corrigir depois e se assegurar, honrosamente, de que este era o caminho mais adequado.

Não vou dizer bem feito. Não serei mesquinho a esse ponto. Não vou usar o lugar-comum do eu já sabia. Mas não posso negar que um sorrisinho cínico no canto da boca é impossível conter.

Ao final, temos que ter serenidade para aceitar o que não pode ser mudado e coragem para mudar o que precisa mudar, desde que a torcida esteja junto.

O futebol é uma dureza? Claro que é, principalmente para quem é surdo.

2 comentários:

  1. Aguiar,
    fidelidade, amor ao clube, independente da situação que ele se encontra, independente de saber que tudo foi planejado erroneamente, são coisas difíceis de se explicar! Só quem vive isso sabe o que é!
    Torcedor de verdade sofre, mas não abandona o clube nunca!

  1. Fábio Azurra disse...:

    Somos tão ou mais avaianos do que um pequeno grupo formado por 300 pessoas.
    Com orgulho bato no peito e afirmo que não faltei a nenhum jogo do Avaí esse ano, isso sem vaiar o "meu" time durante algumas péssimas partidas.
    Desanimei? Evidente que sim, mas não desisti de apoiar.

    Farei o possível para estar no sábado acompanhando o treino.
    A paixão do torcedor ultrapassa muitas barreiras.

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