A Ressacada é nossa

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Os dias de jogos na Ressacada são especiais. A gente se prepara desde cedo, arruma a roupa que vai usar, a bandeira, lava o carro, convida um ou outro para ir e se manda para o estádio.

É o dia em que encontramos os amigos, pais levam os filhos, maridos e esposas se abraçam, irmãos se confraternizam. Fazemos novas amizades e preservamos as antigas. Todas as pessoas de bem, que vão aos jogos do Avaí, têm apenas um objetivo: torcer para o Leão da Ilha. E ser felizes. O que acontece além disso é papo para elucubrações sem fim.

Quando vou aos jogos costumo levar o meu filho, João Vitor, um guri que entende bastante de futebol. Vou até o local onde meus amigos se encontram e os cumprimento, como é normal entre seres humanos decentes, trocando as idéias habituais sobre o time, sobre as ações da diretoria, sobre a torcida e sobre a vida como um todo. Encontrar-se na Ressacada é preservar um pouco de nossa existência comum. Muita gente nos conhece e sabe quem somos, pois não nos escondemos.

Tenho especial consideração por todos os amigos e conhecidos que encontro por lá, mas principalmente pelo meu amigo André Tarnowsky, uma figura admirável e um amigo para toda hora. Nossa amizade não é por interesses, é sincera e honesta. É claro, como em todo lugar, alguns infelizes não compreendem isso. Confundem uma amizade sólida com uma troca de favores. Não sei se por ciúmes, vaidades reprimidas ou frustração, sei lá. Geralmente essa percepção parte de quem sequer aparece no estádio e vive atrás de promoções para assistir ao Avaí que dizem amar. O constante uso de PPV embotou estes cérebros, que já não eram, assim, algo muito bom. E quando voltam ao estádio por causa de preços promocionais sentem-se perdidos, um tanto alucinados, e soltam besteiras sem que ninguém entenda o significado.

Normalmente é o tipo de gente que baba os ovos para administrações de fundo de quintal.

A Ressacada, com seus fiéis torcedores é uma festa. Quiseram impedir isso, impondo preços europeus sem noção, como se aqui morassem magnatas e CEOs de multinacionais. Errado! Em Florianópolis mora gente que gosta de futebol, adora uma conversa saboreando um peixinho ao pé de uma cervejinha, e que mantém amizades desinteressadas. Precisamos, de novo, ter esse povo de volta ao estádio.

A Ressacada é nossa, é do povo de Florianópolis, é do povo avaiano. Que sofre ou se alegra com o seu time e o seu clube, que não faz drama por causa da costura da camisa e nem se incomoda com o leite em caixinha. Que se diverte no entorno do estádio e não falta com respeito aos semelhantes. Que comete o único abuso de manter as amizades. A Ressacada é o lugar para essa gente se divertir, sem neuroses, preconceitos ou intimidações.

E que quer, acima de tudo, torcer para o Avaí. Apenas isso.

10 comentários:

  1. Kk de Paula disse...:

    Não é só cobra que oferece a "maça", bruxa(o) também. hehehehe.
    Amo os dois!!!!

  1. Fábio Azurra disse...:

    Excelente post.

    Abraço

  1. Serjão Jr disse...:

    A Ressacada é o lugar para ...se divertir, sem neuroses, preconceitos ou intimidações.
    Como acabei de falar com André, somos bem grandinho. Então que cada um fique fique na sua em não nos imponha nada. Sou do bem, sou Mane, sou Floripa, sou Avaiano!

  1. Carmen, #Tamojunto.

    Kaka, sou obrigado a concordar. hehe

    Fabio, um abraço

    Serjão, o cordão de analfabetos funcionais aumentou.

  1. Anônimo disse...:

    Ha ha hu hu a ressacada é nossa, ha ha hu hu a Ilha é nossa o Avaí é nosso, somos todos mané ha ha hu hu...como é bom ser Avaiano.
    Sempre sonhei em ver nosso time enfrentar os grandes do futebol \brasileiro, hoje somos realidade no cenário nacional, fizemos historias desde o tempo do Adolfo Konder, nao podemos perder essa vitrine.
    Avaí ontem hoje e sempre estarei contigo.


    JC

  1. Aí, JC, esse é o espírito. Por pior que seja a nossa situação, estamos jogando a série A. Não queria que fosse desse jeito, mas se é assim, que seja então.

  1. LUGO disse...:

    Isso é avaianeidade.
    Sem soberba, temos que ser diferentes, pois o ato de torcer tem que ser um misto de lazer e solidariedade.
    Como é bom dialogar com pessoas lícidas.
    Vens realizando um excelente trabalho.

  1. LUGO disse...:

    leia-se: lúcidas

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